Salvador vive ‘descontrole epidemiológico’ e situação deve piorar até o fim do mês, diz Leo Prates

Dinaldo Silva/Arquivo BNews

O secretário da Saúde classificou a situação atual de “descontrole epidemiológico”

secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates, afirmou que a cidade está vivendo uma aceleração da pandemia da covid-19 de novo. O gestor classificou a situação atual de “descontrole epidemiológico”.

“Pelo fator RT, já estamos numa fase de descontrole epidemiológico. Estamos com RT acima de 1, e é a primeira vez depois de muito tempo que nosso fator RT passa de 1. Isso significa que a doença está em aceleração”, disse o secretário ao jornal Correio. O índice está em 1,1, o que significa que cada uma pessoa infectada pode transmitir para mais de uma.

Prates acrescentou que o atual cenário também é provocado pelas pessoas que não completaram o ciclo vacinal. “É um fator preocupante. A doença em aceleração pode ser um problema gerado pela população. 411 mil não foram tomar sua terceira dose e mais de 200 mil que não tomaram a segunda dose”, diz.

Para o secretário, a situação deve piorar ainda mais até o final do mês. “A expectativa de todo Brasil, de outros estados, é de uma aceleração da pandemia no final de janeiro, principalmente com a ômicron”, disse.

Possível surto de dengue

Em meio ao aumento de casos da covid-19 e gripe, o secretário de Sáude de Salvador, Leo Prates, afirmou que o sistema de saúde da cidade não aguentará o surto de outra doença: a dengue. Em entrevista ao apresentador José Eduardo, na rádio Metrópole, na manhã desta quinta-feira (6), o gestor fez um apelo à população e lembrou que esta época do ano é a mais propícia para o surgimento de casos da dengue.

“Nós não aguentaremos uma nova onda de covid e um surto de dengue ao mesmo tempo. Esse chove e esquenta que nós estamos vivendo é o ambiente ideal para procriação do mosquito aedes aegypti. Se a gente não se ajudar pode vir ai uma nova onda de covid e um surto de dengue. Não tem sistema de saúde que dê jeito. Se isso acontecer teremos dificuldade até formar equipe de profissionais”, afirmou.

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