Mulher passa 6 meses com pedaço de pano dentro do ânus após cesárea

Arquivo pessoal

A mulher sentiu fortes dores abdominais e descobriu na sexta-feira passada

 A dona de casa Franciele Cristina da Silva, 35 anos, teve uma surpresa desagradável. Após sentir fortes dores abdominais na sexta-feira passada (11), a mulher descobriu que estava com um pano dentro do seu ânus. O objeto teria sido deixado em uma cesárea realizada no Centro de Referência da Saúde da Mulher de Ribeirão Preto (Mater), no interior de São Paulo.

Franciele e o operador de máquinas Fabiano Moreira da Cruz são pais de cinco meninas de 12, nove, cinco e três anos, e seis meses. A última filha nasceu após uma cesárea no dia 30 de setembro de 2021 no Hospital da Mater.Segundo Fabiano, o parto ocorreu bem e até janeiro deste ano não havia nada de incomum. No entanto, a esposa começou a sentir dores. A mulher procurou a unidade, mas nenhum exame foi feito e a mãe continuou lidando com as dores nos últimos dois meses.

Em entrevista ao G1, o marido de Franciele, Fabiano Moreira da Cruz, relatou que a esposa ficou os últimos dois meses tomando dipirona para suportar o incômodo constante. Foi então que, na sexta-feira passada, a dona de casa sentiu fortes dores abdominais e percebeu que um pedaço de pano começou a sair quando ela tentou evacuar.

Franciele procurou atendimento no Mater, onde uma médica tentou puxar o pano, mas não conseguiu retirá-lo. A mulher foi transferida imediatamente para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, onde passou por tomografia de abdômen e pelve. Os exames indicaram inflamação no reto.

No sábado (12), Franciele passou por uma cirurgia para retirar o pano e teve alta no mesmo dia para se recuperar em casa.

Franciele e o operador de máquinas Fabiano Moreira da Cruz são pais de cinco meninas de 12, nove, cinco e três anos, e seis meses. A última filha nasceu após uma cesárea no dia 30 de setembro de 2021 no Hospital da Mater.

Um boletim de ocorrência foi registrado sobre o caso na terça-feira (15) e uma investigação da Polícia Civil vai ser aberta.Em nota, a Mater se solidarizou com a paciente e se colocou à disposição de familiares para esclarecimentos. Também informou que abriu sindicância para apurar todos os detalhes da assistência prestada à paciente e tomará as providências cabíveis se forem constatadas falhas.

A unidade ainda disse que a paciente foi prontamente acolhida por equipe multidisciplinar e segue recebendo todos os cuidados e recursos adequados ao quadro clínico.

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